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terça-feira, 26 de agosto de 2014

Comentários do Dia


Em disparada – A candidata do PSB à Presidência da República já teria ultrapassado o tucano Aécio Neves e encostado, num empate técnico, com Dilma Rousseff, segundo informa em seu Blog (Radar/ Veja) o jornalista Lauro Jardim, antecipando pesquisa do Ibope que será anuncia hoje à noite no Jornal Nacional, da TV Globo. Marina teria 28% das intenções de voto contra 32% de Dilma e 20% de Aécio. A sondagem foi feita do dia 23 para cá e ouviu 2.506 eleitores. O debate de hoje, na Band, já se dará sob a influência desses resultados, o que certamente levará o candidato do PSDB e atacar os pontos fracos de Marina Silva. Ao menos, é o que a lógica determina.

Negócio lucrativo – Nunca os partidos políticos receberam tanto dinheiro público como neste ano, informa José Casado em excelente artigo, Política Lucrativa, em O Globo de hoje (ver link abaixo). Foram no total R$ 313,4 milhões, 57% dos quais já repassados. O Fundo de Assistência Financeira, que sustenta as 32 legendas do país, 20 delas com bancadas no Congresso, aumentou 184,5% nos últimos dez anos. “Os partidos são um agregado de pessoas que querem um pedacinho do orçamento”, afirma o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, conforme lembra Casado. Acesse o artigo em: http://oglobo.globo.com/opiniao/politica-lucrativa-13726523

terça-feira, 27 de março de 2012

COMENTÁRIO DO DIA

     Posições Ponderadas – A presidente Dilma Rousseff exibiu moderação e lucidez ao comentar os problemas enfrentados pela economia brasileira na entrevista publicada neste fim de semana pela revista Veja. Combateu o protecionismo e os altos impostos.

Não é, portanto, totalmente delirante a hipótese “benevolente”, aventada na postagem de domingo deste Blog, de que a reunião com os 28 empresários na semana passada poderia ser o marco de que o governo reconhece que precisa fazer a sua parte, poupando e investindo mais. Do contrário não teremos aumento de eficiência.

Dilma Rousseff reconheceu expressamente que a competitividade e os investimentos privados devem ter como pressuposto a redução da carga tributária e a melhoria dos gastos do governo.

A tranquilidade da presidente, respondendo de forma ponderada a questões delicadas, contrasta com as informações que dão conta de seu temperamento exaltado. Os jornalistas que a entrevistaram – todos experientes profissionais – não teriam razão para filtrar uma eventual contrariedade ou exasperação. Ao contrário.

Supõem-se então que o clima foi mesmo cordato e sereno, apesar de uma temática não tão confortável.

Exaltação é sempre sintoma de irreflexão. A imagem que ficou, porém, foi a de uma pessoa de bom senso, capaz de reflexões menos imediatistas, simplificadoras ou contaminadas pela ideologia. Soube-se, de quebra, que a presidente tem apreço pelos livros. Um avanço e tanto.

Voltamos, portanto, à agenda imprescindível ao país: a da (nova leva) de reformas estruturantes, nos moldes das que foram iniciadas no governo de FHC e depois abandonadas nos mandatos de Lula, que as deplorou. É isso, presidente Dilma?



Tarefa árdua – Tratando do mesmo tema da postagem deste domingo do Blog, Paulo Guedes (para quem não leu está no link abaixo), em artigo nesta segunda-feira (26/04) em O Globo, recorre a Karl Marx para alertar à “esquerda” no poder que excessos de tributos e de gastos públicos é uma insensatez:

Enormes somas passando pelas mãos do Estado davam oportunidade para fraudulentos contratos de fornecimento, corrupção, subornos, malversações e ladroeiras de todo gênero”. Ironicamente, Marx com diagnóstico liberal!

Ladroagem de todo gênero é o que temos hoje no Brasil. A principal razão desses “desvios” é a existência de uma máquina pública opulenta, onde o critério “meritocracia”, tão caro à presidente Dilma Rousseff, ainda está longe de prevalecer.

Por Nilson Mello