terça-feira, 22 de julho de 2014

Comentário do Dia


Voto nulo e voto anulado – Com as campanhas nas ruas e a eleição se aproximando, é oportuno fazer uma clara distinção entre voto nulo e voto anulado.

Os votos nulos e brancos são aqueles que decorrem da vontade, da omissão ou do erro do eleitor. Contudo, a sua soma total, mesmo que alcance a maioria absoluta dos votos, não conduzirá à convocação de novas eleições.

 O voto anulado, ao contrário, é aquele excluído pela Justiça eleitoral por força de um vício (exemplo: crime de captação ilícita de sufrágio), independentemente da vontade do eleitor. Se a Justiça eleitoral anular mais da metade dos votos, aí sim, novas eleições deverão ser convocadas em até 40 dias.

O ato voluntário do eleitor, de votar nulo ou em branco, não determina novo pleito, ao contrário do que vem sendo propagado.  Pois o voto nulo (ou em branco), por vontade do eleitor, e o voto anulado, por decisão da Justiça Eleitoral, são “fenômenos” distintos.

A hipótese de novo sufrágio por anulação da maioria dos votos é, como percebemos, remota. Mas a sua previsão está no artigo 222 do Código Eleitoral.

“Se a nulidade (determinada pela Justiça, em função de ilegalidades) atingir a mais da metade dos votos do país nas eleições presidenciais, no Estado, nas eleições federais e estaduais, e no Município, nas eleições municipais, julgar-se-ão prejudicadas as demais votações, e o Tribunal marcará dia para nova votação no prazo de 20 a 40 dias”.

Por outro lado, se mais da metade dos eleitores votar branco ou nulo, a única consequência é que os postulantes precisarão de menos votos para se eleger.

É oportuno dizer que o voto nulo e o voto em branco aumentam as chances do candidato que lidera as pesquisas a cargos majoritários, na medida em que reduz o número de votos necessários para lhe dar a maioria.  

Assim, se alguém pensava em votar nulo ou em branco na suposição de que, formando uma maioria com outros eleitores que tomassem o mesmo caminho, evitaria a manutenção no Poder e na política dos atuais mandatários ou líderes na corrida eleitoral, deve rever a sua estratégia.

Nos links abaixo é possível acessar artigos que aprofundam o tema. Vale a leitura.
 




 

 

 

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